26
jan

paraty_reflexo - Foto de Mario Merege Jr.

Eu finalmente resolvi postar aqui uma coisa que me marcou profundamente em uma visita à deliciosa Paraty, um ano atrás… “Senta, que lá vem a história”.

Era nosso segundo aniversário de casamento. O marido fez tudo perfeito! Fim de semana memorável em uma das cidades históricas mais lindinhas que conheço. Paraty está para mim como Tiradentes e Ouro Preto, mas tem algo a mais: o mar!

Ficamos hospedados na Pousada Pardieiro (http://www.pousadapardieiro.com.br/), que de mal acabada só tem o nome. É uma coisa linda de morrer! Parece uma vilazinha, cheia de plantas e caminhos. Os quartos são casinhas antigas e a decoração lembra o passado.

Tivemos uma tarde de sábado maravilhosa, um jantar especialíssimo no restaurante Banana da Terra (www.restaurantebananadaterra.com.br), considerado um dos melhores de lá e eu tenho que concordar. Tudo perfeito, até que…

No domingo, saímos para dar um passeio e procurar um restaurante legal para almoçarmos antes de voltar para o Rio. Fazia um calor desumano. Tudo o que a gente queria era entrar em um ambiente bonito, mas sem muitas frescuras, com música gostosa, ar condicionado, pedir uma bebida gelada e escolher uma comida bem boa. O que a gente queria era fica ali, no Porto Restaurante!

Pois o tão recomendado estabelecimento, cujo encarte tem mensão inclusive do The New York Times, não nos permitiu provar a sua elogiada culinária e que, agora, não faço a menor questão.

Não é que da rua enxergamos um lugar “fofinho”, mesas postas e bossa nova vindo lá de dentro? Espiamos mais um pouco. O movimento dos funcionários, as portas abertas, algumas mesas também postas do outro lado da rua… Tudo indicava que o restaurante estava aberto! Eu e o marido nos sentamos numa dessas mesinhas do lado de fora. Alguém nos viu pela porta, mas ninguém veio nos atender. Esperamos.

Passados alguns bons minutos, resolvemos entrar e escolher uma mesa á dentro, perto do ar condicionado e pedir o cardápio. Mais do que depressa, veio uma mulher, meio que empurrando a gente pra fora. As primeiras palavras dela foram: “Não estamos abertos ainda. Porque vocês não vão ali ao lado? Tem restaurantes mais em conta mais a frente, com uma comida caseira muito boa“.

Cruz credo! Aquilo fez meu sangue espumar! O marido respondeu, no susto, que nós QUERÍAMOS COMER ALI E NÃO ESTÁVAMOS PREOCUPADOS COM O PREÇO. A mulher insistiu e ele insistiu de volta. Até que eu falei que tudo bem, íamos embora dali o mais rápido possível, mas que já que o tal Porto Restaurante não estava aberto, eles deveriam fechas as portas, desligar o som e desfazer as mesas.

Saímos. E ficamos pensando mil motivos para a atitude imperdoável daquela ” senhora”. Será que estávamos mal vestidos? Não estávamos! Será que ela pensou que não tínhamos dinheiro para pagar a conta? Tínhamos! Será que ela achou que éramos muito jovens para frequentar a casa? Pois não éramos! Por acaso temos cara de malandros? Assaltantes? Não mesmo!!!!

Mas aí, saindo de lá, na mesma situação, encontramos outro bom, muito bom restaurante em Paraty, o Bartholomeu (www.bartholomeuparaty.com.br). Esse, sim, ainda não estava aberto. Mas um dos educadíssimos garçons nos convidou a entrar e tomar um drink geladinho para espantar o calor. Era tudo o que queríamos naquele momento!

E fomos, e rimos bastante, e comemos muito bem para, no final das contas, agradecer àquela mulher por ter nos mandado embora do Porto Restaurante.


30
nov

Ontem à noite fui com o Digo assistir Julie & Julia, de Nora Ephron. É dispensável dizer que Meryl Streep está fantástica no papel de Julia Child, uma gourmet americana que desvendou os mistérios da culinária francesa na renomada escola Le Cordon Bleu. Para mim, ela é o principal ingrediente do filme. Divertida, a atuação de Streep rende ótimas risadas e também emociona.

O filme é baseado no livro de Julie Powell, personagem da jovem Amy Adams, que tem um carisma enorme. Tanto Julie quanto Julia têm na culinária um caminho de superação, de conquista e de prazer.

Julie é uma funcionária pública cujo ofício é atender reclamações de pessoas que perderam alguém no atentado do 11 de setembro. Frustrada com o trabalho e tendo se mudado com o marido para um apartamento caindo aos pedaços no bairro Queens, em cima de uma pizzaria, ela procura uma motivação para seus dias.

Julia Child se iniciou no universo gastronômico pelo prazer de comer e para ocupar seus dias de esposa ociosa na Paris dos anos 50. A missão à qual ela se propõe é justamente traduzir a culinária francesa para as donas de casa americanas que não têm empregadas e mostrar que as delícias dessa arte são acessíveis a todas que decidirem se aventurar.

Julie Powell é justamente a desafiante. A garota dos anos 2000 se propõe a preparar as quase 530 receitas do livro de Child em 365 dias. Para isso, cria um blog contando suas experiências e as reviravoltas em sua vida.

Ao longo do filme, as personagens se confrontam e se identificam em situações pessoais que só se cruzam no final, quando Julie obtém o reconhecimento público, mas o desdém de Julia, que a considera desrespeitosa com sua arte.

Enfim, para quem gosta de cozinhar, tem medo do fogão e até para quem detesta, Julie & Julia é um filme que vale muito a pena assistir. É quase possível sentir o cheiro e o sabor dos pratos que aparecem no filme. E nessa onda de superação, vamos ver se consigo preparar o famoso Boeuf au Bourguignon. Numa próxima edição, conto para vocês :D

14
set
Dica de leitura: Jamie Oliver em casa

Dica de leitura: Jamie em casa

Estive em São Paulo na semana passada e no fim de uma tarde consegui dar um pulo na Livraria Cultura. Sensacional! Tem de tudo e é simplesmente linda!

Diante de tantas opções, eu acabei comprando o livro Jamie em casa, de autoria do próprio chef Jamie Oliver, que aliás eu adoro! Sou muito fã das receitas saborosíssimas, das combinações de sabores e aromas, e da aparência dos pratos que ele cria. O melhor de tudo é que as receitas são simples de fazer. Um iniciante na cozinha poderia se atrever a experimentar várias delas e obter sucesso.

Um outro ponto que preciso dizer e que acho muito bacana neste livro é que o autor incentiva a utilização de ingredientes frescos nas receitas, cultivados em casa mesmo, sem agrotóxicos, sem conservantes, enfim, orgânicos. E ele ensina como cultivar verduras, legumes, ervas aromáticas etc. em casa, mesmo que você disponha de pouco espaço.

As receitas estão associadas pelos ingredientes usados e pelas estações do ano, oferecendo as mais diversas opções de sabores, texturas e cheiros. As fotos e ilustrações dispensam comentários. É quase possível sentir o sabor e o perfume dos pratos pelas imagens.

Para quem gosta de cozinhar ou quer começar a testar seus dotes culinários, os livros do Jamie Oliver são um prato cheio, brincadeiras à parte! Eu recomendo a leitura e espero conseguir postar algum prato novo em breve.

16
jul

cellphone_1gifAgora, você que adora o universo gastronômico já pode assinar o canal de SMS do Cozinha Fácil e receber dicas de culinária e receitas fáceis, diretamente no seu celular. São até 2 mensagens por dia (exceto nos fins de semana), ao custo de R$ 0,31 + impostos por torpedo recebido.

Para isso, basta enviar uma mensagem de texto com o as palavras ASSINAR COZINHA para o número 49523. Em seguida, você receberá uma mensagem de confirmação e é só responder 1 para SIM (para aceitar a assinatura) ou 2 para NÃO (se quiser desistir).

Caso queira cancelar a assinatura do canal, o caminho é o mesmo. É só enviar CANCELAR COZINHA para o número 49523 e pronto!

Bjos e aproveitem a novidade do bloguinho! :D

Fale Comigo!

Para assuntos relacionados, me mande um email: flamassara@gmail.com